Quando ler é aprender a olhar o outro

Literatura como caminho para a empatia, a escuta e o respeito às diferenças

Desde cedo, as pessoas são colocadas diante de diferenças — de aparência, de comportamento, de opinião e de linguagem, mas nem sempre sabem como lidar com elas, e muitas vezes aprendem a reagir antes mesmo de aprender a compreender. Por isso, formar leitores não é apenas ensinar a decodificar palavras, mas criar oportunidades para que o outro deixe de ser estranho e passe a ser percebido como alguém passível de escuta.

Empatia, respeito e pertencimento são valores construídos, pouco a pouco, na convivência com as outras pessoas. É nesse processo que a literatura assume um papel fundamental, oferecendo histórias que ampliam o olhar e ajudam a compreender a complexidade das pessoas e das relações humanas.

Olhe com atenção para uma estante de livros. Você vai perceber algo curioso: nenhuma história é igual à outra. Algumas falam de amizade, outras de descobertas, de perdas, sonhos, medos ou recomeços. Ainda assim, todas convivem lado a lado, dividindo o mesmo espaço.

Com as pessoas acontece o mesmo. Cada uma possui um jeito próprio de ver o mundo, de sentir, de acreditar e de buscar sentido para a vida. E é justamente aí que a literatura se torna tão importante: ela nos ajuda a conviver com as diferenças antes mesmo de precisarmos lidar com elas fora dos livros.  

Histórias sensíveis como River fora de órbita e River e as lições do mar, de Luis Gustavo Aguiar e Camila Aguiar, ensinam a observar o mundo com mais cuidado, percebendo emoções, silêncios e pequenos gestos. São livros que estimulam um olhar atento e respeitoso — algo essencial para quem está começando a compreender o mundo ao seu redor.

Muitas vezes, aquilo que foge do “padrão” vira motivo de estranhamento ou exclusão. É isso que vemos em A terra dos meninos pelados, de Graciliano Ramos. Raimundo, que é careca e possui um olho de cada cor, é rejeitado por não se encaixar e, como uma fuga de sua realidade, inventa o próprio país, onde todos são iguais de aparência, mas muito diferentes de personalidade, porém o respeito existe. A história mostra que o problema não está em quem é diferente, mas em quem não aceita a diferença.

São narrativas que ajudam crianças e jovens a perceberem que a intolerância — seja ela de aparência, de comportamento ou de crença — costuma nascer do medo e da falta de escuta. Quando não conhecemos o outro, é mais fácil julgá-lo.

Outras histórias do catálogo da editora Vitrola, como O diário de Anne Frank e A pedra do mundo, aprofundam esse olhar ao apresentar personagens em momentos de deslocamento, questionamento e transformação. São livros que mostram que cada pessoa encontra seu próprio caminho para lidar com as experiências da vida, com a dor, com a esperança e com o pertencimento.

Os livros não dizem no que acreditar, mas ensinam algo ainda mais valioso: como conviver. Com eles, o repertório emocional se enriquece, a empatia se fortalece e torna-se evidente que há muitos caminhos possíveis.

No fim das contas, quanto mais histórias cabem dentro de alguém, menos espaço sobra para o preconceito. E talvez seja este um dos principais poderes da literatura: construir pontes onde antes só havia muros.

Ao reunir obras que tratam de convivência, empatia, linguagem e diversidade de forma sensível e consistente, a editora Vitrola torna possível o acesso a histórias que ajudam a pensar o outro sem pressa, sem rótulos, sem julgamentos, contribuindo para a formação de leitores mais preparados para viver em um mundo cada vez mais diverso.

Acesse o site da editora Vitrola e conheça essas e outras histórias que ampliam horizontes, fortalecem valores e ajudam a formar leitores e cidadãos por meio da literatura.