Por que ler A pedra do mundo?

Um romance envolvente e inquietante, em que o passado dialoga com os dilemas do mundo contemporâneo

No momento em que o mundo todo parece viver em um estado permanente de tensão — guerras que se arrastam, discursos cada vez mais duros, intolerância normalizada e uma sensação coletiva de cansaço —, a pergunta que se impõe não é apenas política ou social, mas profundamente humana: como seguir em frente quando a perda, o medo e a incerteza passam a fazer parte do cotidiano?

É nesse ponto que A pedra do mundo, de Uili Bergammín Oz, encontra o leitor.
Ambientado no sul do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, o romance acompanha Guido Polidori, um homem afetado de maneira profunda pela morte do irmão durante a guerra. Seu luto não aparece como um episódio isolado, mas como algo que ecoa no olhar, nas relações e na forma de existir.

O contexto histórico é parte essencial da narrativa. A pedra do mundo se passa em um dos períodos mais conturbados do Brasil, marcado pela repressão, pela censura e pelo preconceito contra imigrantes italianos, alemães e japoneses. A proibição dessas línguas e o conflito entre diferentes etnias são elementos que adicionam uma boa dose de tensão e realismo à história.

Embora pertença à ficção, a obra fala diretamente com o nosso momento atual, um tempo em que o diálogo se fragiliza, as posições se radicalizam e a escuta se torna cada vez mais rara. O livro não tenta explicar o mundo contemporâneo nem construir paralelos evidentes, mas oferece um reflexo sensível: o de alguém tentando permanecer humano, mesmo quando tudo ao redor parece empurrar para o endurecimento.

O encontro com um cristal enigmático — a pedra do mundo — não surge como solução imediata, mas como ruptura. A partir dele, a narrativa passa a explorar o impacto do desconhecido, da fé, da dúvida e da memória. São os grandes acontecimentos da história, e as suas reviravoltas, que fazem as transformações internas acontecerem, conduzindo o leitor por questionamentos que se aprofundam durante a leitura.

Ao longo de sua trajetória, Guido cruza o caminho de personagens tão impactantes quanto a própria história. Cada uma delas — moradores, autoridades e personagens do ambiente social em que ele vive — representa diferentes maneiras de reagir à opressão, à censura e ao medo do diferente. Alguns intensificam o clima de vigilância e endurecimento; outros surgem como presenças ambíguas, que despertam dúvida, fé e questionamento. Cada encontro contribui para a reconstrução de seu sentido de vida, seja por meio de figuras sábias, como benzedeiros e guardiões da tradição, seja por meio de pessoas marcadas pela dor e pela busca por redenção. Esses personagens ampliam a dimensão humana do romance e transformam cada passagem em uma experiência significativa para o leitor, sempre ambientada nas paisagens da Serra Gaúcha, conferindo identidade e atmosfera à narrativa.

A pedra do mundo propõe uma experiência literária que desacelera, observa e aceita o incômodo como parte do caminho. Não oferece respostas fáceis nem conforto imediato, mas abre espaço para reflexão, presença e transformação.

Para quem busca uma história envolvente, capaz de provocar perguntas que permanecem após a última página, o convite é simples: conhecer A pedra do mundo e deixar que a jornada aconteça durante a leitura.

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