Como fazer amigos e influenciar pessoas: um clássico atemporal

Por que um livro escrito há 90 anos ainda é lido, citado e recomendado

Em uma realidade na qual a tecnologia deveria facilitar a vida e aproximar as pessoas, o efeito nem sempre é esse. Mesmo conectadas o tempo todo, muitas relações se mostram mais frágeis, marcadas por impaciência, ansiedade e pouca disposição para o diálogo. Ego, escuta limitada, dificuldade de empatia e comunicação defensiva continuam presentes — intensificados pela pressa e pela mediação constante das telas.

É nesse cenário que Como fazer amigos e influenciar pessoas segue fazendo sentido.

Publicado pela primeira vez há 90 anos, o livro permanece atual, pois se dedica a algo que não muda: a complexidade das relações humanas. Ao observar comportamentos, reações e modos de convivência, a obra aborda aspectos que atravessam épocas, contextos e transformações sociais.

Mudaram as ferramentas, os meios de comunicação e a velocidade do mundo. Mas o que não mudou foi a dificuldade de conviver, ouvir, dialogar e criar conexões verdadeiras. É justamente aí que o livro encontra sua permanência. Dale Carnegie apresenta princípios simples, aplicáveis ao cotidiano, capazes de provocar mudanças concretas na forma como as pessoas se relacionam no trabalho e fora dele.

Um dos pontos centrais da obra está na maneira como lidamos com o outro. Evitar a crítica automática, conter a reclamação impulsiva e substituir o confronto direto por compreensão não aparecem como concessões, mas como escolhas conscientes. O livro aborda como observar comportamentos, compreender motivações e reconhecer que, por trás de cada atitude, existe uma razão, ainda que nem sempre evidente à primeira vista.

Outro ponto amplamente discutido na obra é a valorização do interesse genuíno pelas pessoas. Demonstrar apreciação sincera, reconhecer esforços e incentivar atitudes positivas surgem como caminhos mais consistentes do que a imposição de ideias ou a tentativa de vencer discussões. O autor diferencia com clareza o elogio verdadeiro da bajulação vazia, reforçando que relações sólidas se constroem a partir da autenticidade e do respeito.

A escuta ocupa papel central nesse processo. Ouvir mais do que falar, permitir que o outro se expresse e considerar seus interesses são atitudes que reduzem conflitos e fortalecem vínculos. Muitos dos princípios apresentados antecipam debates atuais sobre empatia, escuta ativa e inteligência emocional, ajudando a explicar por que o livro continua sendo lido e recomendado tantas décadas depois de sua primeira publicação.

Também chama atenção a forma como a obra aborda desacordos. Insistir em provar que se está certo raramente produz bons resultados. Admitir erros, iniciar conversas de forma amigável e buscar pontos de convergência aparecem como atitudes que preservam relações e constroem confiança ao longo do tempo.

Esses princípios se refletem de maneira natural no ambiente profissional, mas não se limitam a ele. Liderança, atendimento, negociação e convivência cotidiana seguem a mesma lógica: pessoas respondem melhor quando se sentem respeitadas, ouvidas e valorizadas.

Em janeiro, Como fazer amigos e influenciar pessoas chega à editora Vitrola. O livro preserva o texto original de Dale Carnegie, publicado em 1936, com uma edição com design gráfico moderno e de fácil leitura.

Uma leitura que convida à pausa, à escuta e a um olhar mais atento sobre o outro — e, inevitavelmente, sobre nós mesmos. E o melhor, o livro já está disponível no site da editora Vitrola e nos pontos de venda parceiros da nossa distribuidora.