Em 2025, celebramos os 160 anos da primeira edição de Alice no País das Maravilhas, um dos livros mais marcantes da literatura mundial. A obra, publicada em 1865, nasceu de um encontro raro entre imaginação, amizade e sensibilidade, e tem sua origem ligada a uma menina real, cuja curiosidade ajudou a abrir as portas do País das Maravilhas.
Antes de se tornar Lewis Carroll, o autor era Charles Lutwidge Dodgson, professor de matemática em Oxford, tímido, observador e apaixonado por jogos de lógica. Foi ali que ele conheceu a família Liddell, especialmente Alice Pleasance Liddell, que se tornaria a inspiração para a personagem que atravessou gerações. Durante os passeios de barco pelo rio Tâmisa, Carroll costumava inventar histórias para entreter Alice e suas irmãs. Em uma tarde de verão, em 4 de julho de 1862, Alice pediu que ele contasse “uma história bem comprida”. Carroll começou, então, a narrar a aventura de uma menina que caía por um buraco de coelho e encontrava um mundo tão absurdo quanto fascinante. A narrativa improvisada fez tanto sucesso que a própria Alice insistiu para que ele colocasse tudo no papel.
Carroll passou meses ampliando aquela história que unia humor, lógica, paradoxos e críticas sutis à sociedade vitoriana. Em 1864, presenteou a menina com um manuscrito ilustrado por ele mesmo, chamado Alice’s Adventures Under Ground. O encantamento foi tanto que ele decidiu revisá-lo e expandi-lo. No ano seguinte, a história ganhou o título definitivo, Alice’s Adventures in Wonderland, e foi publicada com as famosas ilustrações de John Tenniel, que ajudaram a eternizar o visual excêntrico dos personagens.
A inspiração por trás da protagonista também tem sua história. Alice Liddell era uma menina inteligente, espirituosa e cheia de presença, filha do reitor de Christ Church. Alice cresceu, casou-se, tornou-se fotógrafa amadora e viveu até 1934, mas seu nome permaneceu ligado para sempre ao universo fantástico que ajudou a inspirar.
Passados 160 anos, o fascínio por Alice no País das Maravilhas continua vivo. Crianças ainda se divertem com os diálogos absurdos; adultos seguem descobrindo novas camadas de sentido em cada releitura. Alice representa todos nós: alguém que se questiona, encolhe e cresce, enfrenta desafios, perde o caminho e o reencontra. Talvez seja justamente essa combinação entre fantasia e humanidade que torna o livro tão atual.
Celebrar esse marco é revisitar uma obra que transformou a literatura infantil, quebrando padrões e mostrando que a imaginação pode ser tão poderosa quanto qualquer lógica. É lembrar que tudo começou com um pedido simples, feito por uma menina em um barco: “conte uma história bem comprida”. E foi assim que nasceu um clássico que, 160 anos depois, continua convidando leitores a atravessar a toca do coelho e descobrir, de novo e de novo, o que a literatura ainda é capaz de fazer com a gente.
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