Espalhadas sobre minha mesa estavam as “crônicas” que venho elaborando para registrar episódios de minha vida; muitos estão e ficarão esquecidos e não constam entre os resgatados. Juntei todos os papéis escritos, grampeei os de mais de uma lauda, dei título a cada uma e separei por períodos, locais, personagens e datas. Tudo pronto e ordenado. Olhei para a pilha resultante. Um invólucro de plástico serviu como capa. Faltava um título para toda a obra.
Vários nomes concorreram, entre os quais: “Bateia”, “Arco-íris”, “Relembranças”, “Arcos de luz nos caminhos do mundo” e “Revoada”. Depois de muito cogitar, optei por “Revoada”, e lamentei não saber desenhar; se soubesse, logo abaixo do título, faria constar uma revoada de pássaros rumo ao incognoscível (adoro esta palavra). Enfim, atendi aos apelos de muitos e escrevi. Concluo que consegui harmonizar expectativas e resistências: está escrito, está na terceira gaveta. O resto dirá o futuro.
